§ 04 Sobre
Sobre a galeria · Fundada em 1998

Uma galeria pensada
para o olhar lento.

A Galeria Harmonia ocupa um sobrado dos anos 1920, reformado, na Rua Harmonia, em plena Vila Madalena, São Paulo. São três salas em sequência e um pátio interno, iluminados por uma claraboia ao sul. Montamos uma exposição e meia por ano, nunca mais, e publicamos um catálogo para cada uma.

Origem

Nascida como um projeto de pesquisa.

A Galeria Harmonia começou em 1998 como um arquivo privado de correspondências entre artistas modernas latino-americanas, suas marchands e seus críticos, no período de 1920 a 1955. O arquivo foi reunido por Helena Carvalho, então curadora da Pinacoteca do Estado, ao longo de vários anos.

Naquele mesmo ano a galeria abriu suas portas com Tarsila: Antropofagia e Paisagem, vinte e seis obras vindas de doze coleções particulares, muitas delas nunca antes vistas em São Paulo. A exposição ficou quatro meses em cartaz e foi resenhada pela imprensa especializada do país.

Nas décadas seguintes, o programa se concentrou em um círculo restrito de modernistas latino-americanas ativas entre 1920 e 1950. O arquivo continua sendo o método de trabalho da galeria: cada exposição começa por anos de pesquisa em correspondências e termina em um catálogo impresso que publica material inédito.

Equipe

Equipe curatorial.

Método

Uma exposição e meia por ano.

A maioria das galerias contemporâneas montam de seis a dez exposições por ano, um ritmo imposto pelo calendário das feiras e pela velocidade do mercado secundário. A Galeria Harmonia saiu desse ritmo de propósito. Abrimos três exposições a cada dois anos, cada uma em cartaz por três a quatro meses e sustentada por anos de pesquisa de arquivo.

Esse ritmo tem consequências. Limita o público àquelas e àqueles que aceitam voltar duas vezes por temporada, em vez de uma vez por mês. Limita nossa escala financeira. Mas nos permite publicar catálogos de referência, vários deles adquiridos pelas bibliotecas do MASP e da Pinacoteca do Estado.

Cada exposição inclui:
  1. Um catálogo impresso com aparato crítico inédito
  2. Uma palestra pública gratuita da curadora na noite de abertura
  3. Um dia de visita privada para imprensa, curadores e pesquisadores
  4. Consulta livre ao arquivo de trabalho, com hora marcada
Visita

A galeria abre de terça a sábado, das 11h às 19h. A entrada é gratuita. Os catálogos estão à venda no local, por correio e na Livraria da Vila. As visitas de domingo são feitas com hora marcada.

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