Frida Kahlo.

Frida Kahlo pintou o corpo como território. Entre o acidente de bonde de 1925 e sua morte em 1954, construiu uma obra de pouco mais de cento e cinquenta telas, em sua maioria pequenos autorretratos, onde a dor física, a identidade mexicana e o desejo se enlaçam sem nunca ceder ao sentimentalismo.
Nascida em Coyoacán, nos arredores da Cidade do México, formou-se sozinha durante a longa convalescença que se seguiu ao acidente. Sua entrada no muralismo, pela mão de Diego Rivera (com quem se casou duas vezes), nunca a desviou do formato íntimo nem da gramática do ex-voto popular, que ela elevou à categoria de linguagem moderna.
André Breton quis vê-la como surrealista; ela respondeu que nunca pintou sonhos, apenas a sua própria realidade. A exposição individual em Paris, em 1939, e a primeira em solo mexicano, em 1953, já gravemente doente, selaram em vida um reconhecimento que o século seguinte transformaria em mito.
A Galeria Harmonia acompanha a presença da obra de Kahlo no mercado secundário desde 2016, com atenção particular aos autorretratos do início da década de 1940.
Obras selecionadas.
No índice, as obras se apresentam como campos de cor. A reprodução se abre na página de cada obra; quando uma pintura permanece sob direitos, sua ficha faz as vezes da imagem.
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2026Geometrias
Insubmissas.Galeria Harmonia, São Paulo -
2023Frida:
o corpo como territórioGaleria Harmonia, São Paulo -
2021Modernas:
três países, uma rupturaGaleria Harmonia, São Paulo -
2017Frida
em São PauloGaleria Harmonia, São Paulo -
1998Modernismo
InsurgenteGaleria Harmonia, São Paulo (inaugural)